Ao pôr do sol desta sexta-feira começa Yom Kippur — o Dia da Expiação —, considerado o mais solene entre os feriados bíblicos. A celebração carrega peso espiritual e profético: aponta tanto para o juízo final quanto para a redenção de Israel, conforme anunciado por profetas como Isaías, Jeremias, Zacarias e pelo apóstolo Paulo.

Enquanto Rosh HaShanah é marcado pela abertura dos livros e início do julgamento, Yom Kippur representa o fechamento das portas: o momento em que o destino eterno é selado. Foi sobre esse ponto que Jesus fez referência em suas parábolas, lembrando a urgência do arrependimento antes que a porta se feche.

O remanescente de Israel

As Escrituras também ligam o Dia da Expiação a um cenário de conflito mundial. Profecias de Ezequiel descrevem a batalha de Gogue, tradicionalmente associada à Rússia, quando nações se levantarão contra Israel para sitiar Jerusalém. Nesse momento, segundo a tradição bíblica, o Messias intervirá para salvar o remanescente judeu. Eles reconhecerão Aquele a quem traspassaram e chorarão sobre Ele, cumprindo a promessa de salvação nacional de Israel (Zc 12:10; Rm 11:26).

Os Dias de Temor

O período entre Rosh HaShanah e Yom Kippur é chamado de Dias de Temor: dez dias de oração intensa, jejum e humilhação diante de Deus. Em Jerusalém, milhares de judeus se reúnem no Muro das Lamentações pedindo misericórdia por suas vidas, famílias e pela nação. O jejum de 25 horas que marca Yom Kippur ecoa os clamores registrados no livro de Joel, de um povo inteiro se voltando ao Senhor com arrependimento.

Conflitos atuais e profecias

No cenário contemporâneo, Israel vive dias de guerra e tensão desde os ataques de 7 de outubro de 2023, data que completa dois anos. O conflito iniciado pelo Hamas em Gaza se estendeu a outros grupos, como Hezbollah, Jihad Islâmica e Houthis, todos apoiados pelo Irã. Para conter a escalada, Israel lançou ofensivas contra alvos iranianos em junho, tentando frear o avanço nuclear do regime persa.

Mas a guerra não terminou. O Irã mantém apoio de potências como Rússia e China, o que eleva o risco de um confronto mundial. Enquanto isso, cresce o antissemitismo no mundo, em níveis comparados aos anos da Segunda Guerra, o que reforça o alerta das profecias sobre os “Dias de Temor”.

Ainda que o desfecho final não tenha chegado, a guerra em curso aproxima Israel do cenário descrito nas Escrituras: tempos de tribulação, perseguição e juízo, seguidos pela vinda do Messias. Yom Kippur, portanto, não é apenas uma data religiosa, mas um lembrete solene do que está por vir.

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