O diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Itabira, Valdeci Luiz Fernandes Júnior, detalhou nesta semana o funcionamento da coleta de esgoto no município e as intervenções em andamento para recuperar estruturas danificadas ao longo dos anos. Segundo ele, o sistema atual ainda enfrenta perdas significativas, principalmente no período chuvoso.
O esgoto coletado nos bairros segue pelas redes até os interceptores e, posteriormente, é direcionado aos emissários que conduzem o material às estações de tratamento. Porém, Valdeci destacou que parte dessas estruturas sofreu danos estruturais.
“Encontramos problemas, às vezes até na época de chuva, que algumas redes coletoras de esgoto, e até mesmo interceptores, foram levados, foram destruídos”, afirmou.
Recuperação das redes já aumenta volume tratado
De acordo com o SAAE, a recuperação de trechos danificados já começou e resultou em aumento do volume de esgoto tratado neste ano. No entanto, um dos pontos mais críticos do sistema ainda aguarda obra: o interceptor da região do bairro Praia, responsável por conduzir o esgoto até o emissário que o leva à estação de tratamento.
Obras devem elevar coleta para 80% na área urbana
Uma empresa contratada pelo SAAE já está executando intervenções de proteção da rede, como a construção de muro de gabião, além do religamento do interceptor rompido. Com a conclusão dessa etapa, a autarquia estima elevar o índice de coleta para cerca de 80% da área urbana — hoje, cerca de 50% do esgoto gerado na cidade é coletado por esse sistema.
Zona rural ainda depende de soluções individuais
Na zona rural, o tratamento de esgoto continua limitado. Segundo o SAAE, a maior parte das famílias depende de soluções individuais, como fossas sépticas. A autarquia afirma que estuda alternativas para ampliar a cobertura, mas, por enquanto, não há cronograma definido para implantação de novas estruturas.