Uma das coisas que Mari Mendes mais ama na maternidade é o fato de poder voltar a brincar. Seu filho mais velho, Pietro, tem 2 anos e meio, e juntos já se divertem com pega-pega, cabaninha, carrinhos, massinha, desenhos, histórias inventadas e muitas risadas. Mari confessa que nem sabe quem gosta mais da brincadeira com massinha — ela ou o filho.

A infância — a boa infância — é leve, doce e cheia de imaginação. É um tempo de construção das melhores memórias afetivas. Mari conta que teve o privilégio de viver uma boa infância e se alegra ao ver que, até aqui, seus filhos têm tido a mesma experiência. Para ela, isso não significa uma vida perfeita ou sem desafios, mas sim a presença constante da paz e da alegria que vêm de Deus, mesmo nos dias mais difíceis.

Ser criança é brincar, e as brincadeiras são o reflexo mais puro da alegria. Mari conta que, para o filho, qualquer atividade pode se transformar em um momento divertido. Passar pano no chão, tirar roupa da máquina ou lavar o quintal são, para ele, aventuras incríveis.

A maternidade tem ensinado a ela que muito do peso da vida está no olhar de cada um. É o adulto quem costuma transformar tarefas simples em fardos pesados, quando, na verdade, elas poderiam ser cheias de leveza.

Certa vez, enquanto recolhia roupas do varal, Pietro decidiu ajudá-la. Desajeitado, puxava os prendedores e deixava algumas peças caírem no chão, rindo alto a cada tentativa. O que seria uma tarefa automática se transformou em um momento de alegria compartilhada. Mari percebeu que a vida acontecia ali, entre risadas e pequenas bagunças, enquanto o filho a observava e participava com entusiasmo.

Ser criança é enxergar a vida de um modo único — é perceber, mesmo na repetição dos dias, a beleza que existe no viver. Mari acredita que todos podemos aprender com isso: encarar a rotina com mais leveza e encontrar motivos para sorrir, mesmo nas tarefas mais simples, como dobrar uma meia.


Sobre a autora
Mari Mendes (@marimendesautora) é casada com Leandro, mãe do Pietro e do Luca, escritora de ficção cristã e de bilhetinhos pela casa. Filha do Pai e filha de pastor, é apaixonada por livros, culinária e pelos detalhes da vida. Já lançou três livros e escreve para inspirar outros a enxergar a rotina com novos olhares.

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