O ensino superior público em Itabira deve passar por uma transformação significativa nos próximos anos. Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (2), o reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Marcel Parentoni, apresentou o plano de expansão que prevê novos cursos, reforço estruturante e a possibilidade de praticamente dobrar o número de estudantes no campus.

Atualmente com um público estimado entre 1.900 e 2.000 alunos, o campus pode alcançar cerca de 4 mil estudantes ao fim da implantação. A oferta de graduações também deve crescer de 11 para 21 ou 22 cursos, o que representa a entrada de aproximadamente 1.600 novos alunos.

“Temos a missão de ampliar o número de cursos no campus de Itabira, de 11 para algo em torno de 21 ou 22 graduações, praticamente dobrando o número atual”, afirmou o reitor.


Novos cursos e alinhamento com demandas tecnológicas

Parentoni destacou que a expansão acompanha diretrizes nacionais e necessidades regionais.

“Estamos trabalhando com áreas alinhadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e às demandas de desenvolvimento do município e da região”, explicou.

Entre os cursos em estudo para início a partir de 2027 estão:

  • Três graduações em tecnologia aplicada à saúde
  • Cinco licenciaturas em áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática)
  • Cursos voltados à indústria 5.0 e ao agronegócio, ainda em análise

Essas novas formações devem oferecer cerca de 1.120 vagas, todas com duração média de quatro anos.

O reitor informou que o conjunto do projeto representa um investimento anual estimado em R$ 23 milhões do governo federal.


Primeiras ofertas em 2026

Já estão aprovados internamente dois cursos que iniciarão em 2026: Ciência da Computação e Inteligência Artificial, que marcam as primeiras graduações ofertadas no período noturno no campus Itabira.


Estrutura, permanência e inovação

O plano de expansão se apoia em seis eixos institucionais: graduação, permanência estudantil, pós-graduação, pesquisa, extensão e inovação.

A permanência estudantil foi um dos pontos mais enfatizados. Parentoni destacou a necessidade de ampliar a moradia universitária e fortalecer políticas de apoio financeiro:

“Não adianta abrir vagas se não conseguirmos manter o estudante aqui”, alertou, lembrando que a evasão por dificuldades econômicas é realidade tanto em Itajubá quanto em Itabira.

O reitor também apresentou perspectivas de fortalecimento da pesquisa e da inovação, com implantação de incubadoras de empresas e ambientes tecnológicos no campus, incentivando o ecossistema de desenvolvimento regional.

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