Durante um retiro de jovens realizado no último sábado, organizado pela Primeira Igreja Batista em Coelho da Rocha, na Baixada Fluminense (RJ), o jovem Marcus Ferreira, de 24 anos, contou ter vivido uma experiência marcante: uma melhora significativa em sua condição de daltonismo.

Diagnosticado aos 15 anos com tritanopia, um tipo de daltonismo que dificulta distinguir cores como azul e verde, roxo e vermelho, e amarelo e rosa, Marcus sempre conviveu com limitações impostas pela condição, de origem genética.

O momento inesperado

Em depoimento, Marcus descreveu o instante em que tudo aconteceu:

“Eu estava só adorando, não estava pedindo a Deus por cura. Pelo contrário, eu orava e ministrava sobre outras pessoas. Fechei os olhos para enxugar e, quando os abri, estava tudo meio embaçado. Peguei o telefone para ver a hora e vi uma foto do meu ensaio de casamento com a Aline, e ela estava colorida.”

Surpreso, ele fez na mesma hora alguns testes de daltonismo disponíveis na internet e disse ter conseguido identificar números e formas que antes não enxergava.

Repercussão entre os presentes

Sua esposa, Aline Ferreira, também presente no retiro, testemunhou emocionada:

“Através disso, Deus mostra que Ele quebra realmente as maldições. No momento em que a gente se coloca diante Dele, Ele vai quebrando.”

Marcus destacou que a experiência teve impacto não apenas pessoal, mas coletivo:

“Eu sinto que foi algo mais para o Corpo de Cristo do que para mim. Nossa juventude precisava vivenciar isso, ver uma cura acontecer para fortalecer ainda mais a nossa fé.”

Um histórico de superação

Marcus descobriu sua condição anos antes, com a ajuda de um pastor que notou sua dificuldade em identificar cores durante uma atividade da igreja. Desde então, aprendeu a lidar com o daltonismo usando dedução e contexto para reconhecer as cores ao seu redor.

Agora, com essa experiência durante o retiro, ele testemunha o que considera um sinal de fé e esperança para toda a comunidade.

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