A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Itabira mantém um conjunto permanente de ações voltadas ao enfrentamento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. As estratégias ganham ainda mais relevância diante dos números registrados nos últimos dois anos, com 1.175 notificações de dengue em 2025 e novos registros já em 2026.

O trabalho é coordenado pela Coordenadoria de Controle de Zoonoses e envolve visitas domiciliares regulares realizadas pelos Agentes de Combate às Endemias (ACEs). Durante as ações, os profissionais atuam na identificação e eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e orientação direta à população sobre medidas preventivas.

Também são realizadas intervenções em pontos estratégicos considerados de maior risco, como borracharias, ferros-velhos, cemitérios e imóveis com histórico de proliferação do vetor.

Mutirões e tecnologia no combate ao mosquito

Outra frente importante no controle das arboviroses são os mutirões de limpeza, desenvolvidos em parceria com outras secretarias municipais. A retirada de entulhos e materiais que acumulam água contribui diretamente para a redução de focos do mosquito, tanto na área urbana quanto nos distritos.

Desde o ano passado, Itabira passou a contar com uma inovação tecnológica no enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: o mapeamento aéreo inteligente por meio de drones. A tecnologia cobre cerca de 1.800 hectares, abrangendo todo o território urbano e os distritos, permitindo a identificação de áreas de risco e o direcionamento mais preciso das ações de vigilância e controle.

Monitoramento epidemiológico

O município também realiza levantamentos entomológicos, como o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa), que auxilia na definição de áreas prioritárias para intervenção. Paralelamente, a Vigilância Epidemiológica mantém monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados, com investigação das regiões com maior potencial de transmissão.

Em 2025, Itabira registrou 1.175 notificações de dengue, das quais 71 foram confirmadas. Já em 2026, nos primeiros meses do ano, foram contabilizadas 26 notificações, sem confirmação de casos até o momento.

Mesmo com um cenário mais controlado neste início de ano, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a prevenção depende, sobretudo, da participação da população, especialmente na eliminação de recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito.

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